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Microplásticos – Curiosidades

20 de julho de 2018

O plástico é o lixo mais comum encontrado nos oceanos. Os detritos de plástico ocorrem de todas as formas e tamanhos, sendo que aqueles menores de cinco milímetros de comprimento, são chamados de microplásticos.

 

Hoje, vivemos em um mundo que consome cerca de 250 milhões de toneladas de plástico todos os anos. Pouco disso é reciclado. Nesta estimativa, estão incluídos os pequenos fragmentos que sequer observamos, tais como glitters e purpurina os quais são, aparentemente inofensivos, mas que podem causar diversos danos para o ecossistema. Os plásticos têm lenta biodegradação e a velocidade com que produzimos lixo desta matéria-prima tem feito desse material um problema enorme, não apenas para os oceanos, mas também para nós, que consumimos organismos de origem marinha.

 

Os riscos

Esse problema não é recente porque há décadas os plásticos vêm substituindo, cada vez de forma mais intensa, os produtos naturais. Porém, estudos sobre os impactos da poluição por microplásticos no planeta são escassos e recentes. Apesar disso, algumas consequências do seu descarte nos oceanos já foram identificadas.

 

Sabe-se que poluentes orgânicos persistentes (POPs — derivados de pesticidas e químicos industriais) têm a capacidade de se aderir ao material plástico, magnificando seus efeitos nocivos na biota. Organismos planctônicos e pequenos animais se alimentam do plástico contaminado e, ao serem consumidos por níveis mais elevados da cadeia trófica, propagam a intoxicação. No fim desta cadeia, está o ser humano que acaba por ingerir os poluentes que se acumularam entre os diferentes níveis tróficos.

 

 

Como colaborar?

 

Ainda que haja muita pesquisa a ser feita, já é evidente a importância do debate e da conscientização sobre esse assunto. Por enquanto, podemos fazer a nossa parte em pequenas mudanças de hábitos diários. Utilize menos, reutilize e recicle produtos feitos de plástico.

 

Repensar nossos padrões de consumo de plásticos e na forma como os descartamos é um grande passo adiante para não aumentarmos ainda mais um problema que sequer conseguimos dimensionar com precisão.

 

Fontes: NOAA, Ecycle, CCST

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