Curiosidades

Erosão Costeira em Praias Arenosas

13 de abril de 2021

Em praias arenosas ao redor do mundo, faz parte do processo natural ocorrer perda e ganho de sedimentos em ciclos. Havendo equilíbrio (o chamado balanço sedimentar), a praia não será impactada no decorrer de anos porque o sedimento que é carreado da praia durante uma ressaca, por exemplo, é reposto pelo próprio mar nas semanas ou meses seguintes. Por outro lado, havendo mais perda do que ganho de sedimento, ocorrerá a chamada erosão costeira cuja consequência principal é o recuo da linha de costa. A erosão pode ocorrer muito rapidamente ou ao longo de muitos anos, décadas ou séculos.

É fato que a erosão costeira é observada em 70% das praias arenosas do planeta (Bird, 2008). Suas causas podem ser naturais, antrópicas ou uma interação desses dois fatores. Aumento da intensidade e frequência de ressacas e aumento do nível do mar são exemplos de causas naturais. Já a retirada de areia, a destruição de áreas de mangue e a ocupação desordenada do litoral são exemplos de ações antrópicas que contribuem com a erosão costeira. Segundo Muehe (2008), 80% das causas da erosão são atribuídas à intervenção do homem relacionada à urbanização e à interferência no balanço sedimentar em decorrência de obras costeiras.

 

Litoral Brasileiro

Ao longo do litoral brasileiro, há uma ocorrência generalizada de regiões que apresentam processo de erosão. Entretanto, apenas nas proximidades de municípios e, em especial, com maior densidade populacional, é que esse fenômeno se torna uma grande preocupação. Obras de engenharia costeira como instalação de estacas e sacos de areia e a construção de espigões e enrocamentos são comumente aplicadas para resolver os efeitos provocados pela erosão costeira. Entretanto, ações preventivas associadas ao correto uso e ocupação do solo seriam mais efetivas.

 

 

 

BIRD, E.C.F. 2008. Coastal Geomorphology: An introduction. 2nd edition. Chinchester. Wiley and Sons. 436 pp.

MUEHE, D. 2008. Aspectos gerais da erosão costeira no Brasil. Mercator, 4 (7). Fortaleza, CE. ISSN 1984-2201.

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